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História

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Leitura

A Viagem para a Casa de Praia

O Incômodo Inevitável

Esta história ainda me deixa confuso. Eu tinha todos os motivos para estar irritado, mas o que ficou no final não foi exatamente isso. Foi outra coisa, uma sensação estranha que começou pequena e foi crescendo sem que eu percebesse, misturando incômodo com algo que eu não queria admitir.

Era para ser só uma viagem simples. Eu, minha namorada e alguns amigos alugamos uma casa para descansar. Entre eles estava o Pedro, que eu conhecia desde que minha namorada me apresentou a ele, logo no início do nosso namoro. Nunca entendi muito bem a relação que eles tiveram antes; ela nunca entrava em detalhes, dizia apenas que eram amigos antigos.

Na casa, ela era a única mulher do grupo, e inevitavelmente chamava atenção. Não só pela aparência, mas pelo modo como os outros a olhavam. Eu já tinha percebido isso antes, quando rolavam comentários mais diretos que depois cessaram, ou pelo menos passaram a ser feitos longe de mim. Mesmo assim, de vez em quando, eu pegava algum olhar mais demorado, principalmente na praia, quando o biquíni ou a legging marcavam cada detalhe do corpo dela. Nunca foi algo explícito, mas nunca pareceu totalmente inocente.

O Primeiro Ato: A Tensão no Ar

Na primeira noite, o álcool já tinha derrubado as barreiras. O clima estava leve, cheio de risadas. Em algum momento, comecei a reparar no Pedro, claramente alterado, olhando para ela de um jeito insistente. Aquilo me incomodou, mas, junto com a irritação, veio uma curiosidade que eu não queria assumir.

Cheguei perto dela e sussurrei: — Vamos meter aqui na frente de todo mundo?

O susto dela foi acompanhado por um arrepio visível nos braços. — Você está falando sério? Quer que eles me vejam?

Ela fingia surpresa, mas o brilho nos olhos não era de negação, era de adrenalina. Ela colocou a mão sobre o meu short e apertou, de modo discreto, mas firme. Ela não concordou, mas também não rejeitou. Aquilo ficou no ar.

O Segundo Ato: O Buraco da Fechadura

No segundo dia, exageramos na bebida. Eu estava zonzo e fui deitar. Apaguei rápido. Quando acordei, a casa estava estranhamente silenciosa. Levantei, ainda meio tateando, e fui ver onde todos estavam. Cheguei à porta da sala e percebi a luz acesa. Por impulso, olhei pela fechadura.

Ela estava sozinha no sofá. O pijama arriado nos tornozelos, a blusa levantada revelando os seios rígidos. Ela se masturbava com uma urgência selvagem, a boca entreaberta, os olhos revirando. Fiquei excitado na hora e comecei a me tocar ali mesmo, hipnotizado. Foi quando ouvi um rangido. Pela fresta da outra porta, vi o Pedro. Ele estava de joelhos, as calças abaixadas, devorando a cena. O ódio e o tesão se fundiram. Eu não queria pará-lo; eu queria ver até onde a audácia dele iria.

O Clímax: A Chantagem e a Entrega

Ele abriu a porta devagar. Ela se assustou. — Que porra é essa, Pedro? Sai daqui! — ela sussurrou, a voz trêmula, tentando se cobrir, mas sem uma reação real de afastamento.

O Pedro não recuou. Ficou parado, a mão dentro da calça, o olhar fixo: — Não adianta esconder o que eu já vi. Ou você continua, ou eu acordo o teu namorado agora e conto que te peguei aqui se exibindo.

Ela ficou paralisada. — Você não teria coragem... ele é seu amigo.

— Amigo o cacete. Eu quero ver você gozar na minha frente. Abre as mãos.

A resistência dela derreteu. O desejo de ser coagida por um homem que ela sabia que a desejava há anos venceu a moral. — Ele não liga que vocês assistam... foda-se — sussurrou, abrindo as pernas.

O acordo silencioso estava selado. O que se seguiu foi uma coreografia de traição e desejo. Ela voltou a se tocar, vendo ele se masturbar a poucos centímetros. Quando ele pediu "só a cabecinha", ela cedeu. O "só a pontinha" virou estocadas profundas. Eu continuava ali, observando, a porta entreaberta, entregue àquela cena.

A Capitulação

Ela soltou um suspiro de derrota e prazer. — Você é um desgraçado, Pedro... se ele descobrir, estamos fodidos.

— Ele não vai descobrir. A menos que você não me deixe provar.

Ela abriu as pernas por completo, desafiando o perigo. — Então olha, seu filho da puta. Olha o que você está fazendo comigo.

Ela se tocava com uma fúria nova. — Você queria isso, não queria? Ver a mulher do seu amigo toda aberta para você? Sente o cheiro, Pedro... sente como eu estou escorrendo por sua causa.

Ele entrou nela com vontade. Eu, atrás da porta, mal conseguia respirar. O tesão era incontrolável. Eu via minha namorada dando para outro, o rosto suado, os gemidos abafados. Quando ele finalmente gozou dentro dela, eu gozei também, em silêncio, antes de sair e fingir que estava dormindo no quarto. Minutos depois, ela entrou, deitou ao meu lado e me abraçou, o corpo ainda marcado pelo que tinha acabado de acontecer.

O Dia Seguinte

De manhã, ela acordou primeiro. Senti o calor do corpo dela ao se aninhar em mim. A voz dela era rouca: — Amor... tive um sonho tão louco. Sobre os meninos me verem. Fiquei imaginando você me comendo na frente deles... estou tão molhada. Me come do jeito que você faria para eles verem?

Ela guiou minha mão. Senti a buceta dela encharcada, talvez com o resto dele dentro. — Tive um desejo... come meu cuzinho, amor. Imagina que estamos na sala, que o Pedro está olhando.

Eu a puxei, posicionando-a exatamente como o Pedro a fizera. Eu não respondi com palavras. Apenas a virei, colocando-a de quatro. Quando entrei nela, senti que era voraz. Eu imaginava o Pedro atrás da porta, vendo eu possuir o que ele desejava. Ela gritava, as mãos cravadas no travesseiro, me provocando, usando uma nova ousadia que eu sabia que tinha sido despertada por ele.

No final, quando a chupei para "limpar" a prova da traição, ela gemeu: — Isso, amor... limpa tudo... deixa eu bem limpinha para você... meu corninho.

Eu fingi não ouvir a última palavra, mas o jogo estava apenas começando.

Mais tarde, no café, o Pedro me serviu uma xícara, agindo com naturalidade. Eu tomei em silêncio, saboreando o segredo. Na próxima vez, eu não estarei apenas atrás da porta.

Fim da história

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