Acordo grogue, sem saber onde estou no início. Levo um minuto para lembrar que estou na cama da Sharla, onde nós duas apagamos depois de ficarmos acordadas até tarde e bebermos vinho demais. Sharla está a poucos centímetros de mim, o corpo virado para o outro lado, encolhida nas cobertas, apenas o topo de seus cabelos escuros brilhando sob a luz do luar que entra pela janela do quarto. Ela ronca baixinho, mexendo-se um pouco enquanto se revira durante o sono.
Mas não foi a Sharla que me acordou.
Sinto de novo agora — um puxão repentino no meu pé, e meus olhos se arregalam quando olho para baixo e vejo o Harry, o namorado da Sharla, ainda vestido com as roupas com as quais tinha saído mais cedo para dar a mim e à Sharla um tempo só de garotas, enquanto ele e os amigos curtiam a noite na cidade.
Mas ele está de volta agora, e sua mão sobe pela minha perna, apalpando às cegas do tornozelo à panturrilha. Hesito, sem saber o que ele está fazendo, e ele murmura algo quase ininteligível. Dá para perceber que ele também andou bebendo.
— Shar... — ele geme baixinho, com os dedos agora nas minhas coxas. — Shar, senti sua falta...
— Harry! — sussurro rispidamente, tentando não acordar minha melhor amiga enquanto as mãos do namorado dela percorrem todo o meu corpo.
— Shhhh... — ele diz, com um sussurro quase comicamente alto. — Não acorde a Jenn.
Minha boca se abre em choque. Ele acha que sou ela! Ele está até usando o apelido dela para falar comigo!
Sharla e eu somos mesmo um pouco parecidas; nós duas temos cabelos escuros e quase a mesma altura, então, de vez em quando, acabam nos confundindo. Congelo quando as mãos dele abrem minhas pernas. Não quero encrencar o Harry, mas, quando ele começa a deslizar os dedos para cima e para baixo na minha boceta, começo a achar aquilo muito gostoso.
Sharla e eu tínhamos conversado sobre caras mais cedo naquela noite, e ela tinha me contado tudo sobre o pau do Harry — como era grande, como era bom e grosso, como ele conseguia durar muito tempo sem gozar, apenas fazendo-a gozar várias e várias vezes.
Seria tão ruim assim descobrir por conta própria? Ela praticamente pediu para eu conferir, certo?
Harry não hesita. Suas calças já estão no chão e a camisa está aberta até a cintura. Tenho minha primeira visão do membro dele enquanto Sharla se mexe novamente, murmurando durante o sono.
Meu Deus... ela não estava mentindo.
Ele é maior do que qualquer outro que eu já vi na vida, e enquanto ele esfrega a cabeça do pau na minha entrada, minha boceta pulsa de antecipação, já sentindo como ele vai me alargar.
— Shhh... — ele sussurra no meu ouvido enquanto escorrega para dentro de mim. Tento ficar quieta, mas não consigo evitar deixar escapar uns gritinhos de surpresa à medida que ele empurra cada vez mais fundo — tão fundo que tenho certeza de que ele já entrou tudo, apenas para vê-lo se ajustar um pouco e encontrar mais um ou dois centímetros para enterrar no meu buraco necessitado.
— Porra... — Ele ofega, e a pele do meu pescoço se arrepia de excitação. — Shar, você está mais apertada que o normal. Caralho, você está tão gostosa esta noite.
Coloco o punho na boca, tentando não gemer enquanto ele continua a bater fundo dentro de mim, a cabeça do seu pau roçando no meu colo do útero a cada estocada, exatamente do jeito que eu gosto quando uso brinquedos em mim mesma. Mas nenhum pau de verdade jamais conseguiu replicar isso... não até agora.
— Mmph… mmmmmph... — Dou uma olhada para Sharla ao meu lado, ainda envolta no sono, imóvel e perdida em seu próprio mundo.
— Olha a Jenn ali. Você realmente a esgotou, hein?
— É... — consigo ofegar, minha boceta ficando mais apertada a cada segundo enquanto sinto meu orgasmo se acumulando dentro de mim, um calor que se espalha das coxas até a barriga.
— Meu Deus, eu amo seus peitos... — ele continua, ainda sussurrando no meu ouvido enquanto agarra meus seios, apertando-os no ritmo das estocadas, de um jeito que me deixa louca de tesão. Mal consigo raciocinar enquanto ele continua me fodendo, minha boceta assumindo o lugar do cérebro por um tempo e comandando meu corpo a se arquear, quicar e tremer, tudo com o propósito de ir de encontro ao seu pau e guiá-lo ainda mais fundo, ajudando-o a esfregar nos melhores pontos das minhas paredes internas.
Choramingo alto quando gozo pela primeira vez, e a mão dele tampa minha boca.
— Shhhh... — ele sibila, nós dois olhando para o corpo adormecido de Sharla. — Seja uma boa garota e fique quietinha pra mim, ok? Consegue fazer isso?
Faço que sim com a cabeça, mas isso não é o bastante para ele.
— Me diz, Shar. Diz que vai ser a minha boa garota.
Eu ofego enquanto o pau dele continua bombando dentro de mim.
— Eu... — sussurro, o corpo ainda tremendo pela força do orgasmo. — Eu vou ser sua boa garota, senhor...
— Assim é melhor. Agora, eu quero ver você gozar de novo pra poder provar isso...
Ele começa a ir mais rápido agora. A cabeça do seu pau roça por toda a extensão da minha boceta a cada estocada e não demora muito até que eu comece a me contorcer debaixo dele mais uma vez.
— Fique quieta dessa vez. Não acorde a Jenn... — A voz dele soa hipnótica no meu ouvido e eu cerro a mandíbula com tanta força ao gozar que fico com medo de que meus dentes se quebrem.
Mas não faço nenhum som.
É tão excitante, puta que pariu, tê-lo sobre mim desse jeito, ter que manter tudo em segredo e ficar em silêncio. Fico morrendo de tesão ao saber que, mesmo estando quieta como um ratinho, ele deve saber que estou gozando pela força com que meu corpo está tremendo e pelo quanto minha boceta está apertando ao redor dele.
— Boa garota... — ele respira ofegante, e eu derreto no colchão por ele. Pelo namorado da minha melhor amiga.
— Eu adoro que você tenha começado a tomar pílula — ele sussurra. — Adoro poder encher você de porra, poder te emprenhar do jeito que uma mulher gostosa como você deve ser emprenhada, sabendo que você não vai engravidar...
Meus olhos se arregalam. Eu sabia que a Sharla tinha começado a tomar pílula recentemente, mas eu não. Abro a boca para dizer algo, mas ele me beija antes que eu consiga. Sua língua escorrega para dentro da minha boca e todas as palavras em que eu tinha pensado desaparecem, enquanto sua língua e seu pau trabalham juntos para me transformar em uma puta de mente vazia.
É tão, tão bom.
— Tô quase... — O sussurro dele soa rasgado e rouco, e, mais uma vez, ele acelera o ritmo. Sharla, de algum modo, ainda está adormecida ao nosso lado, roncando suavemente enquanto o namorado dela mete fundo em mim. Sinto as bolas dele se contraírem quando ele começa a gozar, e, de repente, estou sendo inundada por ele, preenchida completamente pela sua gozada imensa.
Puxo o ar ofegante quando ele interrompe nosso beijo, acariciando meus seios mais uma vez enquanto termina de se esvaziar dentro de mim. Consigo sentir o quanto estou corada, especialmente no rosto, entre ter gozado duas vezes e o fato de saber que foi o namorado da Sharla quem fez isso.
— Você é uma namorada tão boa — ele sussurra baixinho no meu ouvido enquanto seu pau pulsa uma última vez, e uma última gotícula da sua semente escorre dentro de mim.
Ele me beija na testa ao se retirar, deixando-me ali, trêmula no escuro, com o cheiro dele ainda preenchendo minhas narinas.
— Nossa, a Jen consegue dormir no meio de qualquer coisa, né? — Ele ri baixinho enquanto se levanta e puxa as calças de volta. — Te vejo de manhã. Bons sonhos, Shar.
Ele sai tropeçando do quarto, me deixando com a porra dele escorrendo da minha boceta enquanto minha melhor amiga continua dormindo profundamente, bem ao meu lado.
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